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    Sesc Pinheiros, 2006. Show "Em nome do Pai, do Filho e do Chico Buarque"



    Escrito por Guca Domenico às 19h52
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    Crônica

    A NAMORADA

     O Delfino arrumou namorada nova.

    Coisa de louco. Morena, magra, olhos verdes, não tinha silicone mas tinha tudo o que o dito cujo substitui. E não tinha pouco não. Para quem gosta, então.

    Sujeito de sorte, o Delfino.

    Os alquimistas sonhavam encontrar o modo de transformar metal em ouro e também a receita da imortalidade. Não é de hoje que o homem busca a posteridade. E falar em posteridade, a região sub-toráxica posterior da namorada do Delfino era de fazer babar na gravata.

    Como se tudo isso ainda fosse pouco, a moça tinha o sexo como prioridade zero. Queria a toda hora, não tinha essa história de dor de cabeça, estou naqueles dias e tralalá. Não, ela gostava do esporte. Para falar um português bem claro, o negócio dela era meter a mão,  só perdia para os políticos de Brasília.

    Depois de um mês que a beldade estava morando com o Delfino sem deixar o pobre recobrar o fôlego, ele resolveu dar uma voltinha, precisava contar para os amigos. Porque a coisa é assim: só ganhar um mulherão não basta, você precisa contar para os amigos. E o Delfino, abotoando a camisa, foi saindo:

    - Morê... tô indo ali no bar... falar com os amigos, tá? Já volto. Só vou tomar uma cervejinha.

    A namorada não gostou da idéia.

    - Ah, você quer tomar uma cervejinha? - então escolhe.

    E abriu a geladeira. Vinte e oito marcas de cerveja para o Delfino escolher: alemã, americana, dinamarquesa, uruguaia, as famosas do Pará, italiana, até cerveja chinesa ela mostrou ao Delfino.

    - Qual você quer? - ela disparou.

    Delfino deu uma ajeitada nas calças, passou a mão no cabelo e tentou uma negociação:

    - Eu sei, benhê. Tudo jóia. Brigadão, heim, você é uma flor. Puxa, quanta marca. É que... sabe? Hum... É que lá no bar tem aqueles petisquinhos, cê sabe que eu adoro.

    - Pesticos? - e foi abrindo o armário - aqui tem salgadinho de calabresa, amendoim torrado, tremoço, batata chips, queijo minas, provolone, salame, azeitona, castanha de caju, mortadela temperada, chester, presunto cru e defumado.

    - Nossa! - cortou o Delfino.

    - E tem também mandioca frita e pururuca que eu sei que você adora.

    Delfino ficou embaraçado.

    - Cada coisa deliciosa. Tudo o que eu gosto mesmo.

    - Então... - ela fez, com um beicinho de torturar.

    - Eu já volto. Num demoro nada, benhê. Sabe que é? Aqui tem essa cervejinha bacana, os petisquinhos da hora, mas lá no bar a gente vai se informando sobre futebol, preciso saber se a Esportiva vai contratar alguém para o lugar do Djalminha. É dois palito; tcham e tchum! Viu? Cê nem vai sentir minha falta, quando você olhar, já tô aqui de novo.

    - Futebol?

    O Delfino achou que tinha conseguido o alvará.

    - É, linda. Futebol. Sei que você não gosta de futebol, prefere hóquei, né? Então? Como é que eu vou ficar sabendo das últimas e das penúltimas se não for lá, né? Tô indo.

    - Nana nina - a namorada convicta replicou.

    E abriu um baú com revistas e livros: Placar, Lance, História de Todas as Copas, A Vida do Pelé, A Carreira do Zizinho, Telê, o Fio de Esperança, À Sombra das Chuteiras Imortais, do Nelson Rodrigues, revistas importadas da Alemanha, do Japão, da Itália, da Espanha.

    - Precisa de mais informação? - a boazuda perguntou, certa da vitória.

    - Quanta coisa! - Delfino respondeu, quase dando o braço a torcer. Mas e os amigos? E o Vavá? Ele precisava saber do mulherão que havia invadido sua propriedade. Seus amigos, apelidados carinhosamente de MST (Movimento dos Sem Tesão) babariam de inveja, pediriam detalhes, "conta como ela faz, Delfino, conta, pelo amor de Deus!", o Lê não o deixaria em paz, "o pé dela é bonitinho, Delfino? falaí, vá". Definitivamente, ele precisava ir ao bar.

    - Morzinhô... Ó, num quero insistir com você não, sei que você gosta de mim e quer ficar comigo, grudadinha, né? Mas é só uma passadinha lá.

    A namorada ameaçou amuar. Passou a mão no cabelo, em movimentos de desdém. Deu uma de coitada.

    Delfino ia se derretendo, mas o dever da amizade falou mais alto.

    - Eu vou num pé e volto no outro. Cê vai vê: é tlim, e pronto!

    Ela ficou em silêncio, Delfino retomou a carga:

    - Tá?

    - Não tá, não senhor.

    - Já falei para não me chamar de senhor. Parece a história de tio.

    - Complexado.

    Sem deixar o Delfino retomar o fio da conversa, o papo de bar, amigos, cervejinha, etc., a namorada do sortudo deu corda para enforcar o pobre.

    - Se aqui tem de tudo, cerveja, petisco, futebol... você vai atrás de outra?

    - Quê isso!

    - Então por que você quer ir lá no bar?

    - Benzinho, eu tô te falando. Aqui tem esse monte de cerveja gostosa, nós vamos tomar tudinho, tá? vamos tomar um porre com elas, encher a banheira e tomar um banho de cerveja, depois a gente se empanturra de petisco, faz o colesterol bater nas nuvens, a gente lê tudinho, decora a data dos jogos, o placar do jogo Tchecoslováquia contra o Chile na Copa de 62. A gente se esbalda.

    Ela:

    - E...

    Delfino tentou o argumento derradeiro. Apertou o cinto, deu um pigarro e firmou a voz:

    - Tudo isso aqui é lindo, você é maravilhosa, mas lá no bar, os amigos, a conversa. E a gente fala uns palavrões.

    - Ah, o que você quer é ouvir uns palavrões? - ela fez - Então vai à merda, seu desgraçado, corno de uma figa, filho de uma que ronca, maledeto, morfético, lazarento... que daqui você não sai mesmo!

    Se eu não conhecesse o Delfino, juro que não acreditaria na história.



    Escrito por Guca Domenico às 13h15
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    Filô

    A SOLIDÃO IMPOSSÍVEL

     

    A solidão é impossível nesse mundo de coisas; distraidamente vivemos sem nos darmos conta das conexões presentes em cada objeto ao nosso entorno.

    Afastado das gentes o homem se encontra fechado em sua casa, sentado na poltrona. Tijolos, portas, janelas, móveis, talheres foram criados por outras mãos; a energia delas está contida nos objetos. Ao olhar para a cadeira, a ideia da construção aflora e o marceneiro que a fez vive novamente. Em toda coisa há o ato.

    No livro da estante há idéias gravadas e também o trabalho do gráfico, bem como está presente o trabalho do operário da fábrica de papel do lavrador que plantou a árvore de onde extraída a celulose.

    Não há presença física dos autores, apenas pensamentos – e estes são vida anímica. 



    Escrito por Guca Domenico às 11h24
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    Filô

    MENTIRA

     

    Quando a pessoa mente distraidamente não provoca tanto dano aos outros, mas o mal que causa a si mesmo é devastador.

    Para a pessoa de mau caráter, mentir para os outros não tem a menor importância. Ele não se importa se vai prejudicar ou não. Mentir é apenas uma de suas atitudes maléficas. Para a pessoa de bom caráter, a mentira tem um componente negativo que é a culpa por tomar atitude tão vil. Faz mal, adoece a criatura.

    Mentir a si mesmo é um dos grandes problemas que aflige as pessoas. Não é exagero afirmar que mais de 90% vive uma vida de mentira. Não se está falando em hipocrisia ou política. Esse é outro departamento. A vida de mentira é aquela que se vive distraído de si mesmo, sem estar atento ao que se faz e as consequências disso.

    Não existe acaso. Existe uma ação que provoca reação.

    Quem não está desperto para isto acaba sofrendo seguidamente até que aprenda a ver as coisas pela ótica da justiça, do ajustado, do correto e coerente. Plantar e colher. Quem vive distraidamente, em geral, está preocupado apenas com o próprio sonho e dorme de olhos abertos. Não tem a capacidade anímica de compreensão.

    Quando os filósofos gregos chamavam a atenção dos pretendentes à sabedoria com a frase CONHECE-TE A TI MESMO, estavam deixando claro que o conhecimento de si mesmo é que gera a felicidade - e não o contrário. Ousado afirmar, mas não errado, que quem deseja ser sábio/feliz deve procurar primeiro conhecer a si mesmo. Colocar nas costas de outro a carga da frustração é próprio de fanáticos religiosos que atribuem a Deus tanto as vitórias materiais quanto as derrotas sentimentais.

    O grande engano é materializar as coisas de Deus.

    Não há qualquer relação entre você ter um carro possante e a generosidade do Pai Celeste. O carro é consequência de seus atos, seja ele trabalho, seja ele presente.

    Deus não dirige nossa vida, nós somos os motoristas.



    Escrito por Guca Domenico às 11h35
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    Filô

    Artista marginal faz sucesso entre os "injustiçados".

    Artista marginalizado é outra coisa.

    *

    Se eu escolho meu caminho a cada passo, como posso reclamar de qualquer coisa?

    *

    Quando você quiser acusar sem ser contestado, culpe a sociedade injusta ou o sistema hipócrita. Esse tipo de acusação combina com covardes.



    Escrito por Guca Domenico às 11h11
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    Convite



    Escrito por Guca Domenico às 11h06
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    Letra de Música

    SOU MEU PÚBLICO


    Escrevo livro para que eu possa ler

    Gravo disco para que eu possa ouvir

    Pinto quadro para que eu possa expor

    E faço filmes para me assistir


    Faço poesia para poder sentir

    E canto samba para poder dançar

    Dio piada para que eu possa rir

    E faço vinho para me embriagar


    Faço teatro para me aplaudir

    E não prometo o que posso cumprir

    Eu crio sonho para me acordar

    Entrego tudo só para possuir


    * Escrevi isso e achei que havia uma música, mas ainda não sinto que cheguei lá. Abandonei a melodia, ficou apenas a letra.



    Escrito por Guca Domenico às 15h30
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    Letra de Música

    PRATELEIRA


    Eu só preciso parar de pensar

    que a cabeça é meu mundo

    Isso é besteira, não sou sou prateleira

    que cabe tudo

     

    Eu só preciso parar de sofrer

    quando vejo absurdo

    Isso é besteira, não sou prateleira

    shopping do mundo

     

    Tô aprendendo a ficar

    bem quietinho, na minha

    Sem controlar e não ser controlado,

    sozinho

     

    Tem de tudo nessa vida

    Tem horror e coisa linda

    É a gente que escolhe o enredo

    da nossa fita

     

    E eu não quero

    ser o campeão da bilheteria

    me contento com a sala lotada

    na sessão maldita

     

    * Agora mesminho eu estava nos pensamentos quando me veio uma idéia: prateleira. Tanta coisa eu tenho escrita, livros, CD, fitas. Sou um arquivo vivo de criações. Nessa viagem a palavra prateleira trouxe um ritmo. Comecei a escrever, palavra puxando palavra, quando me toquei a música começou a tocar na FM-Cabeça. Falar a verdade, ainda não fiquei 100% satisfeito com a melodia. Merece uns reparos, sim, porque a letra é interessante. Fica para outra hora, principalmente porque depois dessa me surgiu outra - esta sim, completa e do meu agrado.



    Escrito por Guca Domenico às 12h09
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    Qualidades (1)

    HUMILDADE

    Humildade não é se humilhar.

    Um milionário pode ser mais humilde do que seu empregado menos capacitado.

    Humildade é aceitar a ignorância das causas sem tentar edulcorar os efeitos.

    Amiúde, confunde-se temperamento com posicionamento.

    Não raro, o sujeito manso é arrogante em sua quietude e poucos percebem o que está por detrás daquela calmaria: um furacão.

    Assim como indivíduos de temperamento vulcânico dados a arroubos e manifestações explosivas podem esconder interiores de eternos aprendizes.

    Sabedoria resulta em simplicidade e se adquire pelo estudo de si mesmo. Nenhum sábio chega às luzes pelo conhecimento livresco - um impeditivo à sabedoria porque embota a mente com excessivas e complexas teorizações. A verdade é simples. Os doutores são simplórios que ostentam galardões fornecidos pelos pares - tão ignorantes quanto eles, mas bem posicionados na escala social.

    O cético, em geral é arrogante.

    O místico, quase sempre está perdido.

    O devoto só existe se se souber uma nulidade. 



    Escrito por Guca Domenico às 09h58
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    Filô

    AS COISAS SIMPLES TEM LIBERDADE IMPLÍCITA

     

    A gente se perde quando busca tornar a vida um roteiro cinematográfico ou literário.

    O extraordinário é justamente o prosaico, o dia-a-dia, as coisas que devemos fazer, afinal, tudo que lidamos hoje é fruto de escolhas que fizemos no passado. Fica a pergunta: é razoável reclamar de alguma coisa se nunca somos obrigados a fazer nada - exceto em casos excepcionais, raros, como na escravidão? Mesmo a pressão é legítima porque temos a opção da rebeldia. Se aceitamos... aceitamos.

    Ainda me espanto como me pego nessa reclamação inconsciente; como acuso o mundo por algo que eu mesmo escolhi.

    É preciso estar atento aos próprios pensamentos pois é lá onde nascem as ações. Orai e vigiai, diz a máxima cristã. E não significa devaneio ou estar fora do mundo. Ao contrário, vigiar é estar no presente.

    Isso tudo dá trabalho. É bem mais fácil ficar na posição de filhinho esperando papai resolver, mamãe ajudar, mas cadê o crescimento nessa postura?

    Apesar do cotidiano maçante nele está a libertação, uma vez que liberdade é de natureza mental.

    A pessoa reclamante é sempre uma chata de plantão, exceção feita às reivindicações cujo objetivo é claramente a favor de mudança do status quo. 

    Quando assumimos o controle só há um único culpado: nós mesmos. Também só há um vitorioso. Advinhe quem?



    Escrito por Guca Domenico às 11h28
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    Poeminha matinal

    Dia nasce bem quietinho

    Sol discreto pede à névoa

    Um espaço para brilhar



    Escrito por Guca Domenico às 06h47
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    Letra de música

    A MULHER GARBOSA

     

    Rara, charmosa e firme,

    Ela mistura força e doçura

    E é convicta do que é certo,

    Não se assusta e se protege.

     

    Dona de uma beleza suave,

    De pele, pelos e lábios morenos,

    Ela é toda garbosa e simples.

    Como convém, é mulher discreta.

     

    Veste uma capa invisível

    Que lhe confere ar impenetrável;

    Debaixo da monja budista

    Ela é pura adrenalina.

     

    O poeta viu seu caminho de entrada,

    A sua porta sagrada:

    Para entrar, tem de bater,

    O respeito ali é tudo.

     

    E porque ela é correta

    E é bonita e é convicta,

    O amor pede mais tempo

    Para nela morar dentro.

     

    * Esta letra nasceu sem melodia tocando na FM-Cabeça. Talvez algum parceiro me socorra porque quando é assim a dificuldade é enorme.



    Escrito por Guca Domenico às 12h47
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    Letra de Música

    A HISTÓRIA DA MARIETA


    Marieta foi criada pra ser a mulher perfeita

    Mãe, esposa, filha - segundo a melhor receita

    Vida assim é peso que ninguém aceita

    A não ser que esse alguém se chame Marieta


    Bem casada, boa mãe, vivia pra família

    Administrava casa, casamento e duas filhas

    Tudo ia muito bem seguindo aquela trilha

    Um caminho abençoado e sem armadilha


    Todo mundo já crescido, Marieta olhou pra si

    E ficou imaginando que havia se esquecido

    Dos seus sonhos e projetos, todos escondidos

    E achou que a culpa do fracasso era do marido


    Marieta resolveu que o melhor era se separar

    Que ficar assim e por a culpa toda no azar

    Porém, Marieta pensou bem e decidiu ficar

    Porque a insatisfação independe do lugar


    Se felicidade totalmente

    não existe

    melhor ser meio alegre

    que ser meio triste


    * Acabei de escrever esta letra e tem uma música tocando na FM-Cabeça para acompanhar, mas decidi que não quero essa melodia. Qualquer dia que não hoje me dedicarei a garimpar as notas que transformarão essas palavras em música.



    Escrito por Guca Domenico às 10h05
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    Filô

    MEA CULPA (OU: ERRAR É HUMANO, INSISTIR NO ERRO É BURRICE)

    Quase em sua totalidade, pessoas com formação tendente ao humanismo receberam informações de sabor marxista e sustentam dogmas de inocente pseudo-santidade – que nem por isso deixa de ser irritante. Em seu DNA ideológico consideram o mundo dualístico do capital versus trabalho, ricos contra pobres, etc.

    Por que afirmo isso com serena certeza? Fui um desses e quase me libertei depois de anos de lavagem cerebral - besteira costuma impregnar, é preciso esfregar idéias. Ainda me espanto ao ser flagrado desenvolvendo teses de teor separatista, como se a mesma lente de tempos atrás ainda servisse para ler o que o mundo me significa.

    Porque existem resquícios marxistas diluídos nos meus pensamentos, cada vez que ouço a voz do locutor do jornal televisivo alertar que “o mercado...”, tal Dom Quixote, empunho a lança para derrubar esse moinho de vento e, em seguida, acordo de mim mesmo ao lembrar da máxima “eles não sabem o que dizem.“ 

    Eles sou eu, claro.



    Escrito por Guca Domenico às 11h53
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    Poesia

    POSSE


    Eu me habito de ancestrais lembranças emocionais.

    Sou povoado pela memória ótica.

    Cheiros me direcionam.

    Eu guardo mantimentos para outra vida.

    Jamais a pobreza alcança aquele que imagina.

    Tenho posse que me valoriza.

    Nunca estou só, ainda que me ausente da companhia.

    Faço parte da paisagem da sabedoria.

    Pelo flanco da alma escapa a luz.


    01.01.2012



    Escrito por Guca Domenico às 12h18
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