Pensadô
TEM CULPA EU? Minha primeira apresentação para grandes platéias foi interpretar um coelho numa festa de escola. Portanto, embora você não saiba, comecei como ator e só não cheguei às novelas da Globo porque o destino traçou outros planos para minha pessoa. A música veio depois. Comecei na carreira musical tocando na missa da igreja Nossa Senhora de Fátima, em Santa Cruz do Rio Pardo. Eu era o violonista que acompanhava o coro de centenas de fiéis desafinados. Dessa época, uma música me marcou bastante. Eis a letra:
Para mim a chuva no telhado é cantiga de ninar mas ao pobre meu irmão para ele a chuva fria vai entrando em seu barraco e faz lama pelo chão
Como posso ter sono sossegado? Se no dia que passou meu amor eu recusei Como posso ser feliz? Se ao pobre meu irmão eu fechei o coração meu amor eu recusei!
Como se manipulava a mente com uma música tão afinada ideologicamente com a teoria marxista da luta de classes, a exploração do homem pelo homem, etc. "Culpa" - a matéria-prima para transformar o homem bem-intencionado num tolo. Hoje o mundo vive a euforia da culpa através de ONGs cuidando de crianças abandonadas (caridade remunerada para a assistência social), programas de distribuição de renda plenamente justificados porque ajudar o pobre mostra o bom coração do cristão, pega bem. Todo mundo - menos eu - quer ir pro céu, aquele lugar chato e povoado de gente politicamente correta. O Brasil tem registradas 500 mil ONGs. Vamos aos fatos: pegue o número de ONGs que tem como proposta "tirar as crianças da rua" e compare com os índices de violência dos últimos 10 anos. Se os números cresceram, pegue o violão e cante a musiquinha do alagamento. Se a água invade a casa do seu irmão, a culpa é sua.
Escrito por Guca Domenico às 21h19
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Se toca, Raul!
PRA QUASE TUDO TEM PERDÃO Recentemente vi um programa na TV sobre os 20 anos da morte do Raul Seixas. Falar a verdade, reconheço que, especialmente quando parceirou com o m(argh)o Paulo Coelho, Raul Seixas fez belíssimas canções, dignas de entrar em qualquer lista depois de todas as canções do Jobim, Chico, Noel, Vinícius, Caetano, Caymmi, Djavan e Milton. Ainda assim, não gosto do todo, do astral raulseixiano, justamente esse que os malucos belezas veneram. Tudo bem se você gosta de fumar seu baseado, tomar seu goró, nego. Não tenho nada a ver com seu pulmão, seu fígado - e principalmente com o que se atravanca com entorpecentes (no sentido lato). Tenho meus motivos, e não os discuto com ninguém se Raul Seixas é lindo, feio, morno ou cafona. Para tudo tem perdão. MENOS para isso que Chitãozinho e Xororó acabam de revelar na capa do UOL: "Nossa carreira não acabou por causa do Raul Seixas". Definitivamente, Raul Seixas sempre foi a favor das drogas! 
- Eu sou o início, o fim, o meio.
Escrito por Guca Domenico às 16h07
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Tem dias que eu fico pensando na vida
Sei não...
Escrito por Guca Domenico às 13h04
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Escriba em Riba

AS MUDAS COISAM Minha gente decotada, cheia de chinfra e donaire, estou mais aflito que peru nos Estados Unidos porque o Dia de Ação de Graças não tem a menor graça para a ave, além de ser uma ação nada recomendável para um bom cristão. Estacionado na Califórnia brasileira que é Ribeirão Preto, passo os dias torrando na sombra, ventilador ligado o tempo todo (não suporto ar condicionado), e finalmente resolvi abrir a caixa de ferramentas do cérebro e encadear palavras para finalizar meu primeiro romance real e fantástico. O bicho pegou, durmo e acordo pensando na trama. Tecer uma história dá sensação de poder, brincar de Deus. Dar vida a personagens é algo realmente prazeiroso. Incrível como depois de muitas páginas a gente tem a clara sensação de que aquele ser fictício existe, algumas vezes discutimos com ele, reprovamos suas atitudes, condenamos ou aplaudimos o caráter, etc. Não acredito muito nessa história de que o personagem tem um pouco do autor. Se você não se despe da própria personalidade, todos os personagens serão parecidos, como se fossem suas várias facetas em ação. Então, é preciso deixar o personagem crescer por si, como fazemos com os filhos. A idéia central da história é algo que persigo desde sempre, uma observação de quem lê o mundo pelo viés da possível originalidade, em confronto com os lugares-comuns. Há alguns anos atrás, comentei com meu editor e ele acendeu: "se você escrever essa história, eu publico!" Fiquei animado e comecei o escrevinhamento, mas acabei parando por conta de outros livros, shows, discos, etc. No início de 2009, estava em outra editora falando sobre projetos vários e, na despedida, comentei por alto sobre a idéia. A reação foi a mesma: "eu publico!". Se você não me conhece, muito prazer, meu nome é Carlos, mas vou logo avisando que tenho certeza das minhas idéias e não preciso que mas confirmem para que eu saiba distinguir ouro de latão. Se não houvesse ocorrido esses episódios, teria a mesma certeza de que se trata de uma idéia original e boa para se transformar em romance. Escreveria do mesmo jeito e ofereceria para alguma editora. O interesse, digamos, encurtou o caminho, mas percorrê-lo é outra história. A história é boa (me disseram), tenho algum treino e habilidade para a escrita e mesmo assim me cobro que seja uma obra irretocável, daí a demora. Escrevo hoje e reescrevo amanhã. Farei isso até que a cortina se feche. The End. Dizem os escritores que livro a gente não termina, abandona.
Escrito por Guca Domenico às 14h52
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Contaria
CONTAÍ Ainda bem que você entrou aqui. Bom mesmo. Estava precisando de alguém pra conversar. Não, não é desabafo. Não preciso desabafar nunca porque não tenho o hábito de guardar raiva nem mágoa, tudo sai saindo nem bem entrou. Mas, já que você entrou, que tal a gente conversar um muito? Conta pra mim eu como estão as coisas em sua vida. Especialmente aquela vida que você vive dentro, sabe? Não é vida do lado de fora, o trabalho, a grana, o governo (argh! governos...), a última do Fantástico, nada disso. Conta de você mesminho. Quero saber como você está, o que está sentindo, como tem se relacionado com as pessoas - as queridas e as odiadas. Sei que não é todo mundo que tem a manha de se arregaçar em público, contar fraquezas, mas se você quiser e puder, acho que será bom. Eu vou confessar uma coisa, quem sabe estimulo: ando cansado da vida irreal. Prefiro muito a vida real, que é dura às vezes, mas é quente. A realidade é mais palpitante que as ilusões, o delírio, o sonho. A vida é sonho, não precisamos acrescentar nada. E você, que vem de tanta parte desse mundo de meu Deus, o que pode dizer pra gente humanizar essa casa? Não tenha medo, visitante. Você, de Ponta Grossa, Matão, Ribeirão Preto, Santos, São Paulo... você que entra aqui pra me ouvir (ler), que tal retribuir generosamente? Pensa só um pouco, respira fundo e... vem!
Escrito por Guca Domenico às 22h42
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Protesto

Políticos corruptos, incompetentes! Intelectuais comprometidos, asquerosos! Acabo de chegar da escola onde fui fazer a matrícula do meu filho para o ano que vem. Que ultraje! Depois de preencher a ficha com os dados, recebi na secretaria da escola um papelzinho, recortado, meio envergonhado. Pedia que definisse a RAÇA do meu filho. Eu, que pertenço à raça humana, sou obrigado a dizer qual a cor da pele do meu filho a fim de que estes governantes incapazes de oferecer uma educação digna e decente para TODOS os cidadãos brasileiros, pela cor da pele façam uma seleção arbitrária de quem merece um privilégio. Seria assinar um atestado de estupidez achar que o pigmento da pele define inteligência, caráter, moral, etc. Porém, não aceito passivamente que o dinheiro dos nossos impostos não seja capaz de oferecer uma educação digna para nossas crianças, mas sirva para patrocinar a Fundação José Sarney (1 milhão de reais, da Petrobrás, empresa do povo), milhões saindo pela culatra de caixas-2 de campanhas políticas, mensalão, mensalinho, apadrinhamento, dólar na cueca e tantas outras maracutaias que essa corja de pilantras faz com recursos que deveriam ser aplicados no futuro do país. Não sou da raça branca. Tenho a pele brança, mas pertenço à RAÇA HUMANA! Não aceito ser dividido, quero a união da nação brasileira. Somos TODOS brasileiros e não há melhores cidadãos porque a pele é diferente. Viva a diversidade de cores, onde batem corações brasileiros. Não me venham com paliativos que duram uma eternidade. Abaixo a discriminação! RESOLVAM o problema da educação em vez de inventar remendos para satisfazer fatias de mercado e formar currais eleitorais. O povo brasileiro não é gado e nem os políticos são latifundiários, embora se comportem como tal. Brasil, um país que envergonha seus filhos.
Escrito por Guca Domenico às 17h27
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Show, man!

Foto: Rose Tóffoli Minha gente bonitinha, suada e participativa: No próximo sábado, 31 de outubro, lá pelas 22 horas, este poeta estará desfiando pérolas musicais e poéticas no Acervo Tuzzi (dá um google pra saber mais, belo!), na aprazível Bragança Paulista, onde já estive em maio. O show "No Espaço Íntimo dos Meus Versos" vai ser um passeio pela história do Brasil através das melhores e mais significativas canções escritas por nossos sagazes compositores - exceção feita a este que vos escreve que, não sendo sagaz coisa nenhuma, fará parte do repertório mesmo assim e não se fala mais nisso. O lugar é incrível, quem conhece volta sempre. O proprietário Sidnei é um maluco beleza que construiu belo espaço multi-cultural para a rapaziada interiorana ter opção outra que não seja o sertanejo universitário e os mela-cuecas de sempre. Segundo me contou o próprio, inicialmente era para ser sua casa de campo onde ele ouviria rocks rurais com amigos do peito e pudesse colher com as mãos a pimenta e o sal. Só que pegou no breu e a audiência foi chegando, chegando e chegou! Quem for vai estar lá, quem não for, tenho a mais absoluta certeza que estará ausente.
Escrito por Guca Domenico às 12h00
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Mudança de post

Escrito por Guca Domenico às 17h44
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Letra

200 Km A gente combina (é o que eu acho) Eu digo "pra cima", você vai pra baixo É só um detalhe, não tem importância 200 Km é nossa distância Eu gosto assim mesmo, não saia daí Um dia eu chego (assim que partir) A flor da saudade não desabrochou Caiu um toró e a terra secou O sol tá saindo, a chuva passou Eu tava dormindo, você me acordou Eu li seu e-mail mas não respondi Estava com vírus, não vi e abri Que bom que tá longe senão te esgoelava Não leia o que digo, escute a palavra Andamos a esmo a nos procurar Se tudo acaba nem vou começar * Adoro a provocação, especialmente com relação ao sexo forte (o feminino, óbvio). As moças vivem reclamando dos calçudos. Mas desejam um exemplar para uso e fruto. Cuecas também desejam o encaixe do lego, sem tanta exigência. O mulherio vive reclamando da falta de critério masculino. Nada a ver. É generosidade pura e deslavada. Homens inseminam as minas. As minas são mais preciosas e escolhem os diamantes mais brutos para lapidar a seu modo. Mulher gosta de mandar, homem não sabe obedecer. Somos fingidos para obter o desejo, depois o cafajeste se manifesta. Não tem solução, é próprio da natureza humana e suas polaridades negativa e positiva. Não se esqueça que a gente encarna alternadamente: uma vida homem, outra vida mulher. Se você está comendo o pão que o diabo amassou, sinto muito dizer, amiga, você foi o diabo na outra encadernação.
Escrito por Guca Domenico às 01h49
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Filô
A gente sempre tem o que falar, nem que seja apenas "bom dia". Bom dia a todos!
Escrito por Guca Domenico às 09h40
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Letra
CROMATISMO Aparentemente esse assunto não interessa porque parece que é só conversa Filosofia não leva a nada Isso é verdade, mas deixa a alma recheada Eu já conheço seu concretismo Preto no branco, sem cromatismo Convencimento não é comigo não tô vendendo, nem a perigo Jogue suas armas fora Muito simples: vamos passear Sem querer forçar a barra Vamos esbarrar Toque-riso-beijo-abraço-papo drinque-link-se quiser-pegar A mamãe está na roça E papai foi passear
* Essa aqui surgiu no sábado, dia 10, pela manhã, pouco antes do ensaio para o show do dia seguinte. Como sempre, a mente plugada, FM Cabeça a toda, começa a ouvir uma melodia e a letra vai surgindo. Mas, justo agora? E o ensaio? Que encruzilhada. Tá bom, não posso perder a idéia, deixa registrar. Onde está o gravador? Caramba, a melodia está sumindo. Pelo menos a letra, pelo menos a letra! Anoto, na esperança que a melodia retorne noutra ocasião. Espero em vão, um dia e mais outro e mais outro. Fui abandonado. Tudo bem. Tenho muitos parceiros, alguém pode encontrar as notas que não fui capaz. Fica a oferta.
Escrito por Guca Domenico às 11h51
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Show
Domingão de manhã ensolarada no Centro Cultural Rio Verde apresentamos o show "Língua de Criança". Eu sempre lamento quando as pessoas perdem um evento lá. O lugar é lindo, muito bem cuidado pelos sócios Kiki Vassimon e Guga Stroetter. O evento foi no coreto - tem também uma loninha de circo, um estúdio para jam session e sala para dança, é deslumbrante. Me sinto em casa, nem bananeira falta! Com está tudo certo (sempre) desta vez aprendi que apostar num show em pleno feriado pode dar muito certo. Ou errado. E errei feio: cidade vazia, trânsito calmo, passarinhos em revoada, humanos em trânsito. Recebi dezenas de e-mails agradecendo ao convite, mas... praia, campo, etc. eram um chamativo muito forte. O resultado foi que "ensaiamos" na presença de poucos e bons. A Rose Tóffoli, como sempre, esteve presente com seu olhar capturante de momentos que ficaram gravados na memória da natureza e compartilha com os e-leitores do blog. 
O som rolou solto no coreto. Olha o Lucas Silva (percussão) e Paula Valente (piano) se divertindo paca! Camila Bomfim, no baixo acústico, concentrada mas querendo rir. 
Camila Bomfim, Dado (clarineta), GD e Paula Valente fazendo cócegas no cérebro do público. 
Camila e Lucas em momento ensimesmados na partitura. 
Dado na flauta, ligadão às notas grudadinhas na partitura. Tocar comiguinho é emoção à flor da pele, nem sempre o que está escrito ali é o que acontece... he he he
Escrito por Guca Domenico às 12h28
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Filô
Hoje é um novo dia
Já faz algum tempo que não fico debaixo da bananeira, tomando chimarrão, escrevendo letra e música. Esses dias fiquei ocupado em escrever as partituras do show "Língua de Criança" que meu filho mais velho (formado em Música) prometeu me ajudar e não cumpriu. Filho é assim mesmo, sem revolta. Pais fazem das tripas coração para atender seus pedidos, filhos nem sempre. O fato é que abdiquei das manhãs modorrentas debaixo da musacea para escrever partituras. Não sou analfabeto musical, mas aprendi na marra e tarde. Meu ouvido é zilhões de vezes mais rápido que a habilidade para passar para o papel as medidas sonoras. Fica tudo muito arrastado e como sou italiano de pavio curto (acho que não tenho pavio) perco a paciência e me irrito com o mundo - inclusive com os pernilongos, o MST, o técnico do Fluminense e por aí vai. Porém, a necessidade fala mais alto e volto ao escrevimento sonoro para tirar do caminho. Mas que dá uma queimação, isso dá. Sem bananeira a produção criativa não parou, claro. Escrevi duas canções inéditas para o show e uma delas fala sobre a preguiça. Ironicamente, claro. Não tenho preguiça. Acho feio. Também acho feio gente que resmunga. É brega mesmo. Em vez de proclamar em alto e bom som a felicidade de ter duas pernas saudáveis, olhos capazes de distinguir as cores, língua para diferenciar paladares, a pessoa reclama porque tá sem namorado (a), porque não tem dinheiro pra comprar um carro novo, uma roupa, um celular último tipo. Santa Marcelina! Falando em preguiça e santidade, lembrei de uma coisa interessante. Quando era menino, ouvia o padre falar sobre os 7 pecados capitais. Achava que tinha a ver com decapitar, tão grave era a falta. Fiquei com essas gravações no inconsciente e se não fosse a lavagem cerebral que procuro fazer permanentemente, ainda estaria confundindo religião com igreja. O caso do pecado é típico. Achava que pecado era "coisa feia" (sexo), roubar, matar, enfim, essas coisas que acontecem todos os dias em todos os lugares, desde sempre. Tive uma sensação de descoberta ao aprender que a palavra pecado no grego significa "alvo errado". Portanto, cometer pecado não tem nada a ver com arder na chama do inferno. Ou tem, sei lá. Só que quando a gente atinge o alvo errado, natural que haja a reação (é uma lei da física, né?) e as chamas do inferno são aqueles momentos difíceis de tomada de consciência da burrada cometida. Mas como tudo na vida, passa... E tornamos à terra para construir novos destinos. O bom é isso: está tudo em nossa mão. Sempre. E o que não está é bom que não esteja mesmo.
Escrito por Guca Domenico às 12h41
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Show
Minha gente fofolete e amadinha: Os ouvidos das crianças infantis e adultas são merecedores de canções que levam em conta a sensibilidade e a inteligência. 
Eu gosto tanto de crianças que facilitei a chegada de quatro delas ao planeta. Não bastasse isso, fui compondo músicas para fazer sua trilha sonora enquanto elas cresciam, fuçavam, se desenvolviam quebrando copos, enfiando o dedo na tomada, enfim, experimentando o que chamamos vida. O tempo passou e as crianças são quatro homenzinhos. As músicas, no entanto, decidiram se eternizar e permanecer atuais. Criança é sempre igual diferente. Vez em quando, minha produtora Isabel agenda uma apresentação no SESC pra eu mostrar essas canções. O resultado é sempre o mesmo: sucesso. Como jamais pauto minha carreira pelo bolso, não me dediquei muito às cançonetas. Agora senti um clique. Deu vontade de cantar. E também deu vontade de escrever novas canções. Dias atrás publiquei a "Sopa de Letrinhas" num post. Hoje de manhã escrevi outra: "Papelzinho". Domingo próximo, dia 11, às 11 da manhã, quando a Lua estiver em Câncer e o Sol resplandecndo em Libra em trígono com Júpiter, estaremos celebrando a alegria com música de qualidade. Farei uma apresentação imperdível no Centro Cultural Rio Verde. O lugar é deslumbrante. O show acontecerá no coreto - um luxo! Vai ser lindo, lindo, lindo e quem não for entrará para a história como a "ausência mais desnecessária" de todos os tempos. Anota aí: Rua Belmiro Braga, 119 (conhecida como a rua do Café Aprendiz). Ela é uma travessinha que começa na Rua Cardeal Arcoverde, segundo farol depois do Cemitério, à direita. Tem estacionamento com convênio em frente, mas nesse horário dá pra parar na rua. O ingresso custa R$ 15 para menores de 21 anos e R$ 5 para quem já acumulou bastante juventude. Façavor de ir!
Escrito por Guca Domenico às 12h11
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Auto-análise
EXPOSIÇÃO PERMANENTE Faz tempo que descobri que não gosto tanto de humor como as pessoas imaginam, mas sou bem-humorado, fazer o quê? Então, vez em quando, tem uma picardia aqui, um gracejo acolá e vamos tocando em frente, tentando tocar fundo. Os e-leitores deste blog vem de todas as partes do sistema solar, certos de que sempre tem post novo. Porque esta é a função do veículo. Inicialmente ele nasceu como um "meu querido diário" - com a diferença que aqui se expõe publicamente pensamentos vãos, filosofias de esquina, soluções para tudo e o que a imaginação desejar. Entra quem quer, fica quem se identifica com o blogueiro. Ou quem gosta de espiar como um bom voiê. Acho que os consultórios de psicólogos estão menos lotados, muita gente vem exorcizar seus fantasmas em rede numa espécie de catarse virtual. Gostoso também é ver nascer, crescer e frutificar os laços de amizades. Muitos começam virtualmente e se transformam, tomam corpo, prosperam. A gente se habitua com os frequentadores mais fiéis e é natural que, mesmo escrevendo para o público geral, muitas vezes os amigos virtuais vem à mente quando escrevemos. Seria uma espécie de desabafo, para quem precisa disso. Ou uma conversa ao pé da fogueira, pra quem gosta de dividir sentimentos. Eu gosto. E também gosto de escrever diariamente, pelo exercício da escrita. É uma espécie de treino diário para uma partida futura. E como futuro sempre chega, tem me servido bastante a prática. Às vezes, as pessoas se espantam com a velô que atendo encomendas (letra de jingle, de música em parceria, livro, crônica, etc.) e algumas chegam a duvidar se não peguei a letra num baú de espantos. Não. É novo mesmo, inédito, nasceu agora. Bom dia, amigos! 
Escrito por Guca Domenico às 10h26
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