Poesia
HOMEM OBJETO
Eu não sou a marca, o rótulo - isso é pra uso. Sou mais que produto. O mistério não tem logo, não sai na foto. Eu só interpreto o homem objeto.
Já nas lojas, pedaços de mim estão à venda em souvenirs.
* Pra vocês que gostam do rodapé dos poemas, dos comentários sobre os escritos e como foram paridos, desta vez a coisa vai passar batida.
Escrito por Guca Domenico às 15h31
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Música Nova
SÓ AGORA MESMO Eu não fico triste quando chove Eu não fico alegre quando venta Quando o dia arrebenta a madrugada Eu pego a estrada do meu pensamento Eu não fico bem quando alumia Eu não fico mal quando escurece Quando a noite desce seu veludo Eu procuro estar comigo mesmo Eu não dependo lá de fora Dentro é que eu me entendo O tempo é agora Só agora mesmo Eu não me incomodo com o futuro Eu não me ancoro no passado Eu carrego o fardo que sustento Eu não me atormento com o que virá Eu não sinto auto-piedade E não cobro reconhecimento Eu me reinvento em outro posto Assim me renovo pra ser moço Eu não dependo lá de fora...
* Esta canção acabou de nascer. Agora mesmo. Estava escrevendo imaginando compor um poema, mas travou. Senti que as notas rondavam minha FM Cabeça. Peguei o violão e a coisa fluiu. Desde que resolvi ser feliz para sempre, não tem essa de chuva-depressão, sol-euforia. Todo dia é lindo. Sou o pintor. Lá fora pode haver moldura mais ou menos bonita, mas o quadro sou eu que pinta. Eu escolho as tintas do meu sentimento.
Escrito por Guca Domenico às 13h29
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Música Nova
HOJE NÃO (Hino dos Vagabundos)
Amanhã eu vou trabalhar Amanhã eu vou trabalhar Hoje não! Hoje não! } refrão
Hoje eu tô muito cansado pra fazer produção Acordei um pouco tarde e perdi a condução Também perdi a vontade eu tô sem disposição Eu li no livro divino que o descanso é sagrado Eu não quero fazer força passe bem, obrigado Amanhã eu vou trabalhar... A ciência já provou apareceu na televisão Um cientista explicou trabalho dá depressão O patrão é camarada então já tá resolvido Todo mês ele me paga pra eu não ficar deprimido Amanhã eu vou trabalhar... * Esta música foi escrita durante uma viagem pela rodovia Imigrantes (atenção quem não mora no estado SP: liga Sampa ao litoral). Aliás, não foi escrita. Gravei no celular enquanto dirigia. Observação: não façam isso, crianças. É um rocabili tipo anos 50, Bill Halley, Jerry Lee Lewis, essa galera. Enquanto cantava me sentia o Dinho, do Capital Inicial. Em breve estará disponível para ouvir mediante uma paga módica de 5 mil euros por daulôd. Desculpe se o preço é salgado, mas pretendo ficar rico e - definitivamente - me aposentar dessa vida cã!
Escrito por Guca Domenico às 13h17
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De onde vocês vieram
 Graças ao assessor blogático, san Douglas Doug, temos uma ferramenta no blog (Live Traffic Feed) para saber de onde vem os visitantes que por acá aportam em busca de notícia, poesia, música e alienação. Conforme os dias passavam, fui colecionando esses locais num arquivo. Hoje estava fazendo uma limpeza em escritos e rascunhos, dei de cara com isso que publico acima. Portanto, se você veio aqui e não comentou, sequer PELOPOU (do verbo PELOPAR, variação de PELOP - passei e li o post), fique sabendo que isto não passou em branco. Quem é você aqui? Dá pra dizer?
Escrito por Guca Domenico às 12h14
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Música para Criança Inteligente
A SOPA DE LETRINHAS
Sou preguiçoso para ler Eu gosto mesmo é de comer A mamãe que é espertinha Fez uma sopa de letrinhas
Eu como o P e como o Z É muito fácil de aprender Eu como o I e como o K Hora do almoço é hora de estudar
Eu mastiguei o W e engoli a letra G Jantei um livro inteirinho Abecedário temperado bem quentinho
Sou preguiçoso para ler...
O B com O, e C com A formam a boca pra mastigar
o LI e N, GU e A formam a língua pra sentir o paladar
A professora achou legal literatura com cebola, alho e sal É uma sopa forte e diferente alimenta e deixa mais inteligente * Música para criança que acabou de nascer, ainda estamos batendo na bundinha do nenê pra fazê-lo cantar.
Escrito por Guca Domenico às 13h52
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Filô
O desejo de renovar me anima, fazer novas as coisas de sempre. A mágica está no cotidiano quando se constrói a surpresa. A mudança externa - lustro no cotidiano - não satisfaz o espírito, é apenas outra aventura. Para viver grande, necessito conquistar um olhar que ama tudo indistintamente. Enriquecer é isso: ter o condão de levar a excelência ao insignificante, prosaico, o que passa despercebido mas não é ordinário. 
PAPINHO
Desde miúdo converso com Deus, às vezes, grito socorro. Quase sempre é pedir explicação que leitura não dá - nem as boas.
Escrito por Guca Domenico às 21h54
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Filô
ÍCONES
Não acredito em transgressores, me irrito com os rebeldes. Ao som do primeiro release viram ícones e são vendidos em bottons, camisetas, adesivos. E aí, cadê a rebeldia, minha gente? Viram produto de consumo adolescente. 
* Seguindo a mesma toada do post abaixo, achei esse pequeno texto, algo renitente em minha filosofia de vida devida. Eu sempre gostei da juventude. Juventude mental, digo. A filosofeia dos jovens da minha geração é uma falácia que se revelou - finalmente. Um bando de senhores gagás posando para incautos. Dessa juventude "eterna" gosto, não. É uma fábrica de dinheiro que faz rolar as pedras e enriquece lordes. Faturam alto. Já disse e repito: hoje um jovem rebelde não é o cabeludo, tatuado tocando (sic) guitarra e urrando numa banda de rock. O rebelde toca bandolim num grupo de choro. Mais outsider, impossível.
Escrito por Guca Domenico às 13h03
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Música

PROFETAS
O mundo tem profeta para qualquer assunto É gente que decreta e jura de pé junto
A história está no fim A música também Acabou o CD Eu canto pra ninguém
Entendem de tendência pra onde a onda anda Será que sabem mesmo ou vão atrás da banda?
Quem vai cobrar? Quem vai cobrar a fatura } bis
do Nostradamus que errar o futuro?
Quem dorme no barulho de um profeta vesgo talvez enxergue pouco não creia em si mesmo
Sobra insegurança e medo de arriscar preferem a certeza de quem sabe errar
Mataram o teatro quando veio o cinema Mataram o cinema quando chegou o vídeo
Quem vai cobrar? Quem vai cobrar a fatura } bis
do Nostradamus que errar o futuro?
Eles são curadores e dão consultoria são os legisladores da ideologia
Escolhem as manchetes as letras e as cores os grandes visionários que editam editores
E ai de quem não segue de quem corre por fora mesmo que faça o certo a mídia ignora
Quem vai cobrar? Quem vai cobrar a fatura } bis
do Nostradamus que erra o futuro?
* Meu filho Deni está desiludido com a indústria e o comércio da música. Acha que em qualquer profissão (direito, medicina, etc), quanto mais você se aprimora, mais reconhecido. Na música se dá o contrário. Você melhora, poucos te ouvem. Quem fala a língua da multidão-cordeirinho tem mais público. É triste, mas é verdade. Fazer o quê, né? No meu caso, desistir não consigo. Minha insistência que já dura 30 anos é proposital: estou aqui para incomodar os medíocres. E não sei se conseguiria parar. Não pretendo. O Deni é novo, tem 24 anos. Quem quiser conferir um pouco de seu trabalho clique aqui (www.myspace.com/denidomenico). Pensando nessa história, escrevi esse rocabili no melhor estilo Língua de Trapo. Como faz meia-hora que compus, obviamente não tenho uma gravação, mas já estou providenciando porque essa faço questão que vocês ouçam e multipliquem.
Escrito por Guca Domenico às 13h33
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Poesia(s)

ideologias provocam calamidades em palavras castas meditação remove combinações acordadas sob teses esdrúxulas

Meu sonho de Grécia dormiu comigo Paredes brancas, rústicas Janelas de céu azul (sonho renitente) Faltou barco navegando Sólido e solitário Não tem problema, sei ancorar desejos inusitados

Gaivota pássaro plural Exército de bicos e asas Migrantes constantes As quatro estações plumárias são: Comer, Voar, Reproduzir, Voltar

qual célula elétrica cardume se move rápido balé surpresa súbito muda direção vai para onde não vai predador à espreita cardume: incerteza * Estes quatro poemas acima nasceram irmãos, na mesma ninhada, hoje de manhã, aliás, agora mesminho (são 10:35 quando escrevo isto). Dias atrás tive um ataque de serra, botei pra baixo a primavera, o pessegueiro e as palmeiras - só ficou a bananeira, linda e esplêndida sem o cacho que lhe adornava, colhi o formoso para futura torta. No quintal ensolarado de azul, fui ter comigo para conversar poesia e o mundo me ditou essas aqui. Agora são suas também, gente formosa e desequilibrada. Façam com que elas se multipliquem, per favore. Manda o link pra uma amiga sorridente, um parente entristecido e sem fé, o ex-marido que não lhe causa dissabor, a antiga namorada que desperta saudade, ajude o mundo a ficar mais encantado do que já é.
Escrito por Guca Domenico às 10h35
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